quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Antes e Depois da Posse...


Esse texto circula na internet e retrata fielmente como a maioria da classe política trata o povo. Na verdade existe uma grande diferença de alguns políticos, antes e depois da posse.











ANTES DA POSSE
Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa ação.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos econômicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.


DEPOIS DA POSSE

Basta ler o mesmo texto, DE BAIXO PARA CIMA.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

“Quanto mais vazia a carroça mais barulho ela faz!”


Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque.


Ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:

“Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?”

Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:

“Estou ouvindo um barulho de carroça.”

Isso mesmo, disse meu pai, é uma carroça vazia.

Perguntei ao meu pai:

“Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?”

“Ora”, respondeu meu pai, “é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz!”

Tornei-me adulto e, até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grossura inoportuna, prepotência, interrompendo a conversa de todo mundo e querendo demonstrar que é a dona da razão e da verdade absoluta, ou sentindo-se melhor que as outras, marrenta, orgulhosa, tenho a impressão de ouvir o meu pai dizendo:

“Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz!”

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O joio e o trigo: a política eleitoral brasileira

Encontrei esse texto postado pelo Juíz de Direito Alberto Jorge de Barra Lima, muito interessante o ponto de vista dele.

Impressiona, por incrível que pareça, ainda impressiona o grotesco cenário da política eleitoral no Brasil e muito particularmente em Alagoas. É certo que somos periféricos e jamais poderíamos nos comparar com os países centrais. Mas, a cada eleição, o espetáculo burlesco insiste em deixar patente o nosso atraso. Os candidatos são risíveis. Desde os palhaços – e o termo aqui não se reporta aos profissionais do riso –, que chafurdam com colocações escatológicas no guia eleitoral, até assassinos reconhecidos, capazes de ostentar, publicamente, o seu viés patológico de violência, o que evidencia, de uma vez por todas, a fragilidade das nossas instituições. A corrupção já parece característica de todos e, neste aspecto, não deixa de ser um prenúncio da vitória de uma das principais teses dos depravados morais, já anunciada, inclusive, neste blog: o corrupto trabalha para fazê-lo crer que somos todos como ele. Se todos são corruptos e fingem parecer que não são, a corrupção é admissível e, portanto, “normal”. É uma tentativa, calculada, para neutralizar o sentimento de culpa; é um mote do raciocínio, para permitir a continuação de sua atuação delitiva; é o ego furtando-se à vigilância do superego; é o crime legitimando-se por meio de racionalizações.


Se os organismos estatais mal funcionam e servem, em grande parte, ao enriquecimento ilícito de um bando de degenerados; se os eleitores, cuja maioria está mergulhada no semi-analfabetismo gerado por esta politicalha, não sabem, sequer, em quem votou nas últimas eleições e não participam em nada da atuação dos mandatários; se a imprensa é mais venal que os cabos eleitorais comprados a preço de banana, com jornalistas pagos pelos donos das empresas como os escroques que se vendem ao jogo de azar, em quem, afinal, confiar?

Há mais de vinte anos saímos de uma ditadura militar e não encontramos, ainda, o caminho do equilíbrio. Configuramo-nos em uma sociedade de sujeitos passivos, a exigir direitos e mais direitos, esquecendo-nos dos respectivos deveres. Apostamos todas as nossas fichas na liberdade individual – o que é importante –, todavia, em nenhum momento, voltamos nossa atenção para a convivência. Para lembrar o professor Nelson Saldanha: o jardim é bem cuidado, mas a praça está em ruínas. A frouxidão das instituições, fruto do liberalismo tupiniquim e do falso discurso das liberdades, tem sido responsável por uma política anárquica e permissiva, cujas sanções, mesmo para os mais deletérios crimes, raramente ultrapassa o discurso e os anacrônicos mecanismos processuais, sendo dificílimo a aplicação das penas, as quais, quando existem, tocam, quase que tão só, os delinqüentes do patrimônio privado.

Bem que a denominada lei “ficha-limpa” tentou, ainda que muito timidamente, impedir a candidatura de pessoas suspeitas – para dizer o mínimo – do cometimento de ilícitos, deixando um recado que, na vida pública, para além de honesto, o candidato precisa parecer honesto. Contudo, mesmo atécnicas, as teses iluministas e liberais brasilis, a confundir retroatividade penal com retroatividade eleitoral-administrativa, conseguiram embaraçar o processo político e desvirtuar os parvos de província, os quais, como araras, repercutem interpretações sem saber, ao menos, do que se trata.

A malandragem, a mediocridade e o individualismo; a descrença no patético guia eleitoral gratuito; a propaganda política – com todos aqueles miseráveis segurando a bandeira de um candidato qualquer nas vias públicas: o retrato cristalino da ausência de vida partidária; toda a sorte de bajuladores pretendendo auferir um naco do patrimônio público quando seu patrão-padrinho estiver no poder; a análise ordinária dos “cientistas políticos” de terceira; os malabarismos “legais”; a pobreza, enfim, em todos os sentidos, da política brasileira, exila os bons e deixa altivos os maus. Não, não podemos ser maniqueístas, mas que os canalhas existem, existem. O difícil, neste contexto, é separá-los e convencer os eleitores que aí estão de bani-los, o quanto for possível, dos governos da comunidade.

E declarou-lhe Jesus: "Deixem que cresçam juntos até à colheita. Então direi aos encarregados: juntem primeiro o joio e amarrem-no em feixes para ser queimado; depois juntem o trigo e guardem-no no meu celeiro". (Mateus, 13, vers.30).

Alberto Jorge C. de Barros Lima

Doutor e Mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Professor Adjunto da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Alagoas - UFAL (Graduação e Mestrado); Professor da Escola Superior da Magistratura (ESMAL); Juiz de Direito em Maceió - Al.

domingo, 10 de outubro de 2010

Qem disse que amor pode acabar?

Quando ouviu do padre a pergunta que costuma dar um friozinho na barriga de toda noiva, Laudelina Isabela quase fraquejou. De seus lábios enrugados, finalmente saiu a resposta que todos na igreja aguardavam: “Aceito”. Dona Nhanhá não é uma noiva comum. Ela tem 91 anos, filhos, netos, bisnetos e até um trineto. O noivo, José Pedro Henrique Paiva, tem 84 anos. Ele foi levado ao altar pela mãe, dona Sá Vita, de 104 anos. “Entro com o Zé Pedro na igreja mesmo que seja carregada”, dizia a mãe centenária. O casamento, no dia 25 de setembro, parou a pequena Senhora de Oliveira, município mineiro de apenas 6 mil habitantes, a 180 quilômetros de Belo Horizonte.


A inesperada idade dos noivos não é o único detalhe a chamar a atenção na história do casal. Além de trocar alianças numa fase da vida em que pouca gente faz planos para o futuro, os noivos são primos. Eles se conhecem desde a infância. Cresceram juntos, mas cada um tomou seu rumo. Laudelina foi morar na capital mineira com o primeiro marido. Ficou viúva em 1999. Zé Pedro continuou na cidadezinha e, no ano passado, depois de mais de 60 anos de casado, também ficou viúvo. Os dois afirmam que a solidão pesou no momento de aceitar construir uma vida nova. Mas a paixão também teve seu papel no enlace: “O que manda é o amor! Gosto demais do Zé”, diz a noiva.

Desde que perdeu o marido, Nhanhá passou a frequentar mais a casa de dona Sá Vita, sua tia e agora sogra. Ela saía de Belo Horizonte e ficava pelo menos 15 dias do mês em Senhora de Oliveira. No começo de julho, seu Zé Pedro tomou uma decisão. “Vou até BH buscar a Nhanhá para mim”, disse à mãe. Dona Sá Vita não aceitou que os dois apenas morassem juntos. Tinham de se casar. A irmã de seu Zé Pedro serviu de cupido. Benedita de Paiva, de 62 anos, comunicou a Nhanhá o interesse do rapaz. “Ninguém vai me levar. Eu não sou mercadoria. Casar, eu posso até pensar”, teria dito à futura cunhada. Ele não pestanejou. Disse que aceitava casar e ainda aceitou as condições da pretendente, que não consegue mais cozinhar para muitas pessoas nem limpar a casa. “Não tem o menor problema”, afirmou Zé Pedro. “A Mariazinha também não estava dando conta de quase nada”, disse, referindo-se à falecida.

O namoro começou. De início, só beijo no rosto e andar de mãos dadas. Quando ela voltava para Belo Horizonte, depois de um tempo por lá, seu Zé não conseguia esconder o sofrimento. “Não vou aguentar de saudade da Nhanhá”, dizia à mãe. Segundo a irmã de Zé Pedro, eles pareciam um casalzinho de adolescentes. Dois meses depois, estavam no altar. Da outra vez em que se casou, Zé Pedro também esperou pouco. Só três meses. “Não perco tempo”, diz o noivo. Dona Nhanhá não acha que foi “fácil” demais aceitando se casar tão rapidamente. “Com 91 anos, eu vou esperar o quê?”



A MÃE DO NOIVO

Dona Sá Vita, de 104 anos, acompanha o filho José Pedro ao altar. Ela foi a maior atração da festa, para 600 convidados Foram conversar com o padre e marcaram o casamento para o dia 25 de setembro, às 11 horas, na Igreja Nossa Senhora de Oliveira. O mesmo cenário em que ambos se casaram pela primeira vez. A noiva passou duas horas se arrumando no salão. Fez unha, cabelo e maquiagem. Entrou na igreja acompanhada por dois filhos, de vestido azul rendado. O noivo, de paletó cinza-escuro, gravata prateada e lenço combinando, lembrava o ator de cinema Paul Newman. Terminada a celebração, o padre comunicou: “Pode beijar a noiva”. Os convidados aplaudiam, alguns até gritavam. Só a noiva não ficou muito satisfeita. “Foi um beijinho mixuruca. O Zé não gosta de beijo. Só de abraço.” Ela não esconde a preferência: “Gosto de beijo”.

A festa, para mais de 600 convidados, foi a maior da história da cidade. “Nunca teve e nunca mais vai ter uma festa igual por aqui”, diz dona Sá Vita, com a autoridade de quem assistiu aos casamentos de Senhora de Oliveira nas últimas nove décadas. Mais que os noivos, ela foi a atração principal do acontecimento. “As pessoas não paravam de me abraçar e beijar”, afirma. Até que perdeu a paciência com tamanha paparicação. “Eu disse: ‘Chega!’.” Mas ficou até o fim da festa.

Depois de dez dias juntos, o casal continua num mar de rosas. “Ele é muito carinhoso”, diz Nhanhá. “Ainda não vi defeito nenhum.” Ele também ressalta as qualidades da mocinha – “Ela é divertida, católica e muito obediente” –, com ênfase na terceira, que parece ser fundamental para a manutenção de uma boa relação com o octogenário. A renda do casal soma a aposentadoria dela, de um salário mínimo, e a dele, de dois. Zé Pedro diz que já foi carpinteiro, pedreiro, marceneiro e tem ferramentas para consertar qualquer coisa. “Faço tudo. Só não tenho dinheiro”, diz. Mas se orgulha de ter uma filha médica, que mora em Coronel Fabriciano, a 80 quilômetros de Senhora de Oliveira. Somadas as proles de ambos, são 91 pessoas, entre filhos, netos, bisnetos e trinetos.

Com tanta gente para dar palpite, o casamento correu o risco de não acontecer. No início, dois dos filhos do noivo ficaram preocupados com o que poderia ser entendido como desrespeito à memória da mãe. Depois concordaram. A família de Nhanhá aceitou de imediato. Seu Zé Pedro já era conhecido e foi considerado um bom partido.

Os netos de Zé Pedro são os que mais se divertem com a situação e a efêmera fama do avô. As piadas na escola não param de surgir. “Lua de mel de Nhanhá e Zé Pedro. Qual o nome do filme? Missão impossível”, diz Diógenes de Oliveira, de 15 anos. Mas ver a felicidade do casal deixa os netos satisfeitos. “A alegria do meu avô é enorme. Ele estava muito sozinho”, diz Juliana Paiva, de 17 anos. Uma lua de mel em uma pousada da região foi oferecida ao casal por um dos filhos de Nhanhá. Seu Zé Pedro vetou. “Lua de mel pra quê? Nem abelha tem mais!” Nhanhá ganhou muitos presentes, mas o melhor deles foi o da sogra: “O Zé foi meu maior presente”, diz.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

COVARDIA... Luto




Recebi hoje pela manhã uma notícia triste, a verdade, a honestidade e o trabalho perdem uma batalha pra corrupção, Zico pede demissão do cargo de direitor de futebol do Flamengo, depois de assumir a quase impossível tarefa de profissionalizar o flamengo, acabar com a safadeza que se instalou no flamengo e não é de hoje, pessoas que não tem o mínimo de compromisso com o Flamengo, nem sabemos de onde vieram essas pessoas, como o capitão Leo (conselho fiscal) por exemplo está sendo apontado como um dos responsáveis pela saída do Zico, quem é essa pulha, qual a história dele dentro do flamengo, um cidadão que tem um histórico pra lá de suspeito, antecedente criminal e tudo mais, usaram uma ferramenta poderosa como os blogs e o twitter para disseminar mentiras contra o maior de todos os ídolos do Mengão, hoje sinto vergonha porque sei que o que acontece dentro do campo com o meu Flamengo é reflexo de uma covardia sem precedentes de pessoas que deveriam ser banidas do mais querido e nunca mais pisar o solo sagrado do flamengo, enfim não vou perder nunca a minha paixão pelo Mengão, mas neste momento estou solidário não só ao Zico, pois quem perdeu mesmo foi a instituição Flamengo, time das massas, de uma magia incomparável, pois acreditamos mais que os outros, por isso tenho esperança que um dia isso acaba, não sei se com o Zico voltando o que acho difícil, mas alguém que tenha coragem suficiente pra enfrentar esses canalhas que estão infiltrados nas entranhas do poder e não querem soltá-lo por nada, só tem um capaz de resolver esse problema, um em todos, a nossa torcida, patrimônio maior, força descomunal que mete medo seja na terra, seja no mar, mas que precisa abrir os olhos e acordar pra realidade, alguma coisa precisa ser feita antes que eles acabem com a nossa maior paixão, abaixo segue a carta aberta de Zico e  que acredito ser esse o sentimento de todos os verdadeiros flamenguistas... LUTO...

Ricardo Ramalho Lins


Carta aberta ao Flamengo

No dia em que aceitei o convite para ser diretor-executivo de futebol do Flamengo fiz questão de me manifestar através do meu site oficial, que sempre foi minha voz, meu canal de comunicação com as pessoas que me acompanham. E não poderia ser diferente agora que venho comunicar minha saída do clube.


Considero nesse momento que não é possível fazer no Flamengo aquilo que eu gostaria. Percebo que a minha presença não tem sido favorável e, desde a minha chegada, vem causando o descontentamento de muitas pessoas. Não há condições para eu continuar.

Estou sendo atacado injustamente, principalmente através de meus filhos, que em nenhum momento se envolveram em nada que estivesse em desacordo com os conceitos éticos e morais que aprendi com meu pai. Minha vida sempre foi calcada no trabalho, no respeito e no embate franco diante dos desafios. Não posso permitir que esse duelo covarde continue a acontecer usando a minha família, que vem se desgastando nas últimas semanas.

Queria agradecer a Patrícia pela oportunidade de tentar fazer mudanças que considero importantes para o Flamengo, não apenas no futebol profissional. Meus planos seguiam pelas divisões de base, de onde eu vim, e vislumbravam a construção de um Centro de Treinamento - que sempre foi um sonho desde os tempos em que eu ainda jogava no clube. Espero que estas sementes não sejam desperdiçadas.

Tomar uma decisão como essas não é fácil. Mas espero que todos entendam que não posso carregar comigo a desconfiança de um dos setores mais importantes do clube, o Conselho Fiscal. E não há condições de debater com essas pessoas que estão a serviço de sabe-se lá quem ou o que, dispostas a jogar sujo e minar o próprio clube.

Quando aceitei o desafio de assumir o futebol do Flamengo, sabia das dificuldades e meu discurso era no sentido de uma atuação de consenso, unindo forças dentro do Flamengo. O objetivo era angariar o apoio de quem quisesse o bem do clube.

Não travo batalhas de poder e dinheiro, jamais fiz em nenhum lugar por onde passei. Minha arma na guerra sempre foi o trabalho, a transparência e a lisura com as quais segui conduzindo cada negociação que fiz ao longo desse período como dirigente. Minha vida sempre foi aberta a quem quisesse pesquisar e, se não consegui levar o CFZ do Rio à Primeira Divisão do Rio, muita gente sabe que foi também por não me curvar aos desmandos de quem comandava o futebol carioca.

Se eu cometi erros como diretor- e sou humano para isso – saibam que agi sempre no intuito de acertar e observando o que julgava melhor para o Flamengo. Em nenhum momento desonrei quem acredita em mim.

Gostaria de agradecer ainda a cada funcionário do clube que me apoiou nesse período. Infelizmente não vai ser possível cumprimentar um a um, mas espero que todos se sintam abraçados por mim. E dizer aos jogadores, a quem eu também agradeço pelo apoio constante, que eu confio na capacidade deles de superar essa situação.

Dediquei quase toda a minha carreira como jogador profissional ao Flamengo, centenário, histórico, de muitos ídolos e que me ajudou a ser quem eu sou hoje. Esse clube, onde me formei e me tornei um ídolo, precisa voltar a ser grande. O caminho da grandeza foi perdido não agora. Lamentavelmente é fruto de anos e anos de um sistema histórico incompatível com as coisas que eu acredito.

Para mim, esta quinta-feira foi um dia especial porque nasceu meu neto Antonio, mas ao mesmo tempo morreu no meu coração esse Flamengo de hoje que está representado por essas pessoas, algumas delas que sequer conheço e atuam dentro do clube como se fossem os donos.

Ao torcedor fica meu lamento e o maior agradecimento de todos. O que ouvi ao longo do tempo foi sempre apoio, incentivo, mensagens de força. Mas realmente, nesse momento sinto que a minha presença está prejudicando o clube. É preciso união e muita gente está mais preocupada em me tirar do cargo do que com o Flamengo. Portanto eu saio.

Para encerrar, quem me conhece sabe que as acusações levianas envolvendo a minha família e o CFZ não vão ficar no esquecimento. Faço questão de ir atrás judicialmente de tudo o que foi dito dentro e fora do clube.


Até a próxima!